domingo, 31 de janeiro de 2016

medicina natural

Os sacerdotes só podiam usar roupas brancas, e evitavam alguns
tipos de comida como a carne de porco. A água só poderia ser bebida se
fosse fervida ou filtrada. A lei egípcia punia severamente o aborto artificial e
o abandono de crianças. Proibia também a prática de relações sexuais
durante a menstruação, e considerava a masturbação um vício vergonhoso.
Os egípcios foram os introdutores da uroterapia, ou seja, o uso
terapêutico da urina, segundo papiro do século XV a.C., onde se prescreve
uma fórmula para queimaduras constituída de sementes de abóbora, sal e
urina. Hoje sabemos que a urina contém uma série de substâncias com
atividade biológica, tais como uréia (principal forma de eliminação de
nitrogênio pelo organismo), uroquinase (enzima capaz de dissolver
coágulos), anticorpos, hormônios sexuais e outras moléculas.
Segundo Heródoto, havia uma grande especialização entre os médicos
do antigo Egito, havendo médicos para o tratamento de doenças das
mulheres, doenças dos olhos, doenças causadas por traumas e especialistas
em “doenças desconhecidas”, que seriam doenças cujas causas não eram
conhecidas e para as quais estariam indicadas as formulações mágicas.
A circuncisão era muito usada, e, geralmente realizada quando os
meninos atingiam a idade de 14 anos. reumatologia   endocrinologia

Como curativo de feridas, usava-se uma associação de mirra e mel, ortopedia
enfaixados com linho, por um período de quatro dias. O mel tem atividade
antimicrobiana, porque existe no seu interior uma enzima que, atuando
sobre a glicose e o oxigênio, produz água oxigenada, com potente ação
sobre diversos tipos de bactérias e fungos. O fato de o mel ser uma
substância capaz de carrear água e levar as células microbianas à
dessecação (desidratando o meio interno) também contribui para aumentar a
sua efetividade. otorrinoralingologia

Os egípcios também usavam cebola, alho e rabanete que, hoje se
reconhece, possuem alguma propriedade de combate às infecções. Para o
controle da natalidade utilizavam vários métodos, tais como o uso de
pessário, ou artefato circular semelhante ao atual diafragma, que obstrui o
colo do útero, e ainda a ingestão de resinas como mirra e seiva, ou de
plantas como a artemísia e a arruda.

Também preparavam remédios estranhos, a partir do cristalino de
porcos, sangue de lagarto, cérebro de leão e leite de mulher. Utilizavam
ainda purgantes, diuréticos, eméticos, sudoríferos e expectorantes, desde
que também eram adeptos da teoria humoral.
Há uma citação, em um dos papiros mais recentes, que diz: “Cure-o com
a faca e então queime-o com o fogo que ele não mais sangrará.” Esta
recomendação foi posteriormente seguida pelos gregos, que recomendaram
o uso do cautério em cirurgias.

A arte hebraica de curar
A medicina dos hebreus pode ser conhecida através da Bíblia (Antigo
Testamento) e do Talmude, livro sagrado, onde está registrada a tradição da religião
até hoje seguida pelos rabinos.

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